Gênero e memória: Abordagem sensível das arpilleras chilenas a partir de Gilbert Durand

Maria Rita Barbosa Piancó Pavão, Mário de Faria Carvalho

Resumo


Neste estudo partimos do movimento de arpilleristas chilenas, realizado por mulheres durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), para, considerando uma óptica sensível, fundamentada na teoria do imaginário de Gilbert Durand (2012), refletir como as arpilleristas contribuem para pensar a arte enquanto instrumento de memória e resistência, sob uma perspectiva de gênero. Para a consecução deste objetivo, foi adoptado o método fenomenológico, possibilitando a realização de uma análise qualitativa das arpilleras selecionadas e de seus elementos visuais. O desvelamento dos significados simbólicos presentes nos bordados enuncia as vivências dessas mulheres considerando três dimensões, que são: o engajamento político, no qual são bordadas as violências e a repressão promovida pelo governo ditatorial; as vivências experienciadas dentro dos espaços de convivência, pensadas a partir de uma óptica que considera o feminino enquanto arquétipo preponderante; e os sentimentos de dor, perda e esperança resultantes da morte ou desaparecimento de entes queridos.

Palavras-chave


arpilleristas; arte; gênero; imaginário; memória

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Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS)
Universidade do Minho