Um regresso ao escutar: uma reflexão sobre a importância da memória e das paisagens sonoras

Ana Sofia Paiva, Ricardo Morais

Resumo


Entre as diferentes transformações provocadas pela Revolução Industrial, a sonora é talvez aquela de que menos damos conta. A introdução de elementos mecânicos alterou a força motriz da ação humana, mas também a sua sonoridade, o que despertou a atenção de investigadores das mais variadas áreas, interessados em analisar a forma como o Homem se relaciona com os sons que o rodeiam (Schafer, 1997, pp. 3-4). O ruído (Russolo, 2004) tornou-se num dos conceitos mais analisados, sendo usado para definir uma sociedade contemporânea de “baixa fidelidade” (Schafer, 1997, p. 272). Neste contexto, em que o ruído constitui uma manifestação da velocidade a que o mundo gira, refletimos sobre a diferença entre o ouvir e o escutar em momentos de rutura. Tendo a pandemia como pano de fundo, procuramos, através da recolha de um conjunto de testemunhos, avaliar como as paisagens sonoras podem ajudar na atribuição de novos significados ao som.

Palavras-chave


paisagens sonoras; escutar; ouvir; ruído; significação sonora

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Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS)
Universidade do Minho