Mundos locais, mundos globais: a diferença da história

Maria Paula Meneses

Resumo


Uma das dicotomias ‘clássicas’ da modernidade, especialmente na área das ciências sociais, estabelece uma oposição constante entre as sociedades ‘tradicionais’ – apresentadas como ‘locais’ – e a ‘modernização’ – fonte imediata de progresso e sinónimo de intensa dinâmica social. A modernidade ainda nos dias que corre assume foros de globalidade, de expansão de uma forma mais desenvolvida de ver e explicar o mundo, ou seja, perpetua o mito imperial do ‘Norte’.
Neste texto discutimos um dos pilares-base da persistência de relações coloniais de subalternização após os processos de independência. De facto, a diferença colonial é refl exo de uma construção epistémica localizada pela desqualificação do saber do Outro, simbolizados pelo Sul global.
A ‘monocultura’ científi ca, associada à racionalidade moderna, traz para o
centro das discussões o problema da interculturalidade. Procurando fugir
a soluções estereotipadas, este artigo procura discutir criticamente alguns
exemplos alternativos de análises que permitem actuar em duas direcções: uma, no sentido de combater a noção dominante de conhecimento, sinónimo de monocultura da ciência moderna; outra, procurando compreender, a partir das bases, como diversos grupos sociais dialogam com estas imposições que lhes são colocadas e as formas de resistências que têm mobilizado contra estes.

Palavras-chave


história, interculturalidade, narrativas, pós-colonialismo

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Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS)
Universidade do Minho