O papel da luz no desenvolvimento do cinema de animação

Alícia Moreira, Pedro Mota Teixeira

Resumo


A luz é algo tão antiga quanto a existência do Universo, ao longo dos séculos tem vindo a ser analisada, e celebrada de diversas formas. Transformada em matéria plástica por artes clássicas tais como o teatro, a fotografia e o cinema – artes que estudam estratégias de luz apropriadas. Conhecimento este que enriquece a cada frame o método de criar a luz no cinema de animação, por exemplo. Assim, este texto apresenta-se com o objetivo de analisar as propriedades da luz na linguagem gráfica do cinema de animação, nomeadamente, a sua influência na composição visual, densidade dramática da personagem, ambientes e elementos atmosféricos. Para além disso, procura entender como a luz é aplicada às várias técnicas de animação. Isto porque, são diversas as formas de iluminação que habitam o cinema de animação. Para criar luz e sombra no papel é necessário escurecer para deixar zonas iluminadas. A linguagem de iluminação criada a partir de técnicas como o Stop-Motion e a animação 3D vai buscar inspiração direta ao cinema, onde a luz tem de passar por uma lente. Como dizia Goethe: “o olhar não vê forma nenhuma. São, o claro, o escuro e a cor, conjugados que fazem com que o olhar distinga um objecto do outro”. “A realidade é concebida ao mesmo tempo que o olhar.” [...] Se o negro é o primeiro grau do ‘escuro’, as cores prosseguem, encadeadas umas nas outras nesse ritmo tenebroso. O negro é visto aqui como a cor inicial da paleta cinematográfica, a presença da luz aqui é o que cria o tempo, a ação, é o elemento que vem trazer os outros tons a cada frame.

Palavras-chave


Luz; cinematografia; cenários; personagens

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Universidade do Minho