Fiat lux, lux in tenebris, fiat lux et pereat mundus

Raquel Leite

Resumo


No nosso mundo há uma imagem que certifica e outra que ilude, há a transparência e a opacidade. Similitudes do ser e do não-ser. Da antiguidade clássica até aos dias de hoje a luz sempre foi portadora de um fenómeno de múltiplas interpretações nos mais variados contextos e tem sido um instrumento valioso na procura de saberes cada vez mais ricos.
Neste projeto a luz funciona como metáfora para os conceitos de princípio e fim, nascimento, morte e vida, visível e invisível, oculto e conhecido, entre outras dualidades que todos temos dentro de nós. É preciso estar atento aos sentidos, pois eles “apenas” mostram a aparência das coisas, é preciso vislumbrar aquilo que está por detrás das aparências e das transformações.
A partir de experiências mais ou menos tautológicas, exploram-se as potencialidades da “matéria imaterial” que está inevitavelmente na base do trabalho. A ação é uma necessidade. Em todos os momentos presenteiam-se obras em processo em que o participante é também autor das obras, por influenciar, dar a sua interpretação e construir o momento do presente, num eterno fluir.
Sendo o presente ano o Ano Internacional da Luz, é de relevância aprofundar o espaço que a luz ocupa.

Palavras-chave


Luz; perceção; matéria; obras em processo

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Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS)
Universidade do Minho