Televisão, política linguística e direito à informação: desafios para o ensino da comunicação em Moçambique
Resumo
A presente comunicação procura debruçar-se sobre uma problemática bastante delicada no quadro do papel preponderante que os órgãos de comunicação social, no caso concreto da televisão, devem desempenhar numa sociedade multilíngue e multicultural como a moçambicana – refiro-me à questão linguística e ao direito à informação que devem ser salvaguardados pelos nossos média. O principal aspecto que pretendo discutir nesta intervenção tem a ver com o facto de muitos compatriotas nossos, passarem à margem de grande parte da informação vital veiculada pelos órgãos de informação televisiva de maior abrangência no país, nomeadamente a Televisão de Moçambique (TVM), a Soico Televisão (STV) e a rede MIRAMAR. Isto deve-se ao facto de esta, em larga medida, ser transmitida através de uma língua que lhes é alheia, ou que não dominam o suficiente. Refiro-me ao Português que, de forma quase exclusiva, predomina nos principais programas das referidas estações televisivas, sem que os moçambicanos falantes de outras línguas beneficiem de um serviço de tradução/interpretação. A solução para este problema passará por um processo de formulação de uma política linguística adequada à realidade moçambicana e a um trabalho de sensibilização sobre a importância do uso das línguas moçambicanas na informação.
Palavras-chave
televisão; política linguística; direito à informação; média
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Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS)
Universidade do Minho